Puerto Valarta, México

O México é sempre um país muito agradável para visitar. Os norte-americanos são os maiores impulsionadores do turismo mexicano e foram eles que deram visibilidade mundial, negativa e positivamente, à cultura mexicana e aos seus estereótipos. Quem não se lembra dos filmes que celebraram Acapulco como destino ideal de férias de verão e os personagens mexicanos como bandidos nos  filmes de western? Mas o México é muito mais do que isso e vejo muita aproximação entre mexicanos e brasileiros. São  povos de cultura mestiça, embora lá não exista tanta influência negra como aqui. Há a forte presença do catolicismo, em ambos, e uma base étnica e cultural nativa forte nops dois países.

Estive nos México algumas vezes. A primeira vez foi em Cancun, o paraíso turístico criado pela indústria turística na península de Yucatã, uma das sedes do poderoso império maia, antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Cancun é um dos lugares de praia mais lindos do mundo, por suas praias, pela proximidade da herança maia ainda presente nas ruínas de Chichén-Itza e Tulum, pelos hoteis e restaurantes sensacionais da península, pela alegria do povo mexicano, por tudo enfim. É sempre uma delícia passar uma semana ali, visitar Cozumel, Xel-Rá e outros paraísos naturais e artificiais ali existentes para deleite dos milhares de turistas que ali estão o ano todo. Há o perigo dos tufões, sobretudo na segunda metade do ano, mas perigo há em toda parte e ninguém deixa de viajar por isso. O que seria das viagens sem os imprevistos. ocasionalmente? Eles dão sabor de aventura a roteiros previamente planejados.

Há muitos cruzeiros que vão ao México, tanto passando pela costa leste, onde está Cancún, quanto pela costa oeste, onde se situa Acapulco, hoje um tanto decadente, e outros destinos de férias sobretudo de norte-americanos. Visitei um desses paraísos, Puerto Vallarta, uma cidade muito bonita, muito agradável, com belas praias, bons restaurantes, boa infraestrutura para conhecer um pouco do México e apreciar a gentileza mexicana. Veja as imagens e por que vale a pena conhecer esse paraíso turístico mexicano.

 

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Paracas, Pisco, Peru

O Peru não é só Lima e Macchu Picchu. É um país encantador e tanto se pode conhecer suas belezas e atrações turísticas na parte alta do país, na cordilheira dos Andes, quanto as que se situam no litoral do Pacífico. A primeira vez que fomos ao Peru, em 1986, visitamos Lima e de lá fomos a Cuzco e Macchu Picchu.  Percorremos o Vale Sagrado, conhecendo algumas das dezenas de ruínas pré-espanholas e visitamos algumas aldeias incas ao redor. O Peru vivia um período muito difícil, com guerrilhas e ditadura militar. Saímos de Cuzco para Puno, às margens do Titicaca, passando por Águas Calientes e outras aldeias das montanhas, de trem. Era um visual incrível. Lhamas, cholitos e cholitas (o povo nativo), alpacas, os cumes nevados e a água translúcida do lago Titicaca, que atravessamos até a Bolívia.

Trinta anos depois, voltamos ao Peru, de navio. A primeira parada foi em Paracas, a cerca de 250 km de Lima. De lá, pode-se visitar as cidades de Ica, Pisco, bem próximas, ou ficar em Paracas e ir às Ilhas Ballestas, a principal atração turística local. Essas ilhas são refúgio de aves marinhas, leões marinhos, focas, tartarugas e outros animais e constituem o principal Parque Marinho do Peru, que pode ser visitado de barco, que sai de Paracas ou de Pisco duas ou três vezes ao dia. É uma viagem de cerca de uma hora e além de ver a fauna marinha, sem poder descer do barco, também se veem as formações rochosas, dentre as quais está a mais famosa, a Catedral, parcialmente destruída no terremoto de 2007. Também se avista do mar uma inscrição na rocha chamada “Candelabro”, que se assemelha às inscrições de Nazca, mas não se sabe se foi feito pelo mesmo povo.

O navio parou a cerca de vinte minutos de Paracas e para se chegar lá atravessa-se o deserto, que é uma extensão do deserto de Atacama e vai até o mar. É uma região parecida com a costa da Namíbia, que é também refúgio de aves marinhas. É um lugar muito frio à noite e muito quente e seco de dia. Portanto, tem-se de estar muito bem fisicamente e bem agasalhado para aguentar a variação de temperatura. Na pequena cidade de Paracas, visitamos o pequeno museu, que conta a história daquela região, vimos inúmeros pelicanos junto com os poucos veranistas locais que passavam o dia lá. Paracas é uma boa cidade para se conhecer um lado diferente do Peru, para se experimentar o Pisco, a bebida local, o ceviche ou o linguado, pratos típicos daquela região. Interessante é que “pizco”, na língua quéchua, que era falada pelos incas, significa pássaro. É o que mais vimos por ali, desde a nossa chegada, pela manhã. E ainda assistimos às comemorações do Dia Nacional da cidade de Paracas, com banda, discurso, desfile militar e brinde com pisco.

Coquimbo e La Serena, no Chile

Normalmente, quem vai ao Chile visita Santiago e as cidades gêmeas de Valparaíso e Viña Del Mar, mais próximas da capital. Faz passeios às vinícolas, ao Vale Nevado e, se ficar mais alguns dias por lá, estica até os lagos chilenos, ao sul do país, visitando Puerto Mont e Puerto Varas. Numa segunda viagem, os que gostam de deserto visitam o Atacama, uma das regiões mais belas do mundo para se fotografar. Os que gostam de neve procuram Chilán e outras estações de esqui. O Chile tem de tudo e para todos os gostos. É um dos países mais amados pelos brasileiros; poucos, no entanto, visitam a região de praia de Coquimbo e La Serena, mesmo porque as águas do Pacífico são muito frias pra nós. La Serena é muito apreciada pelos veranistas locais, é a Búzios ou a Guarapari dos chilenos. Situa-se na província de Elqui, na região de Coquimbo, ao norte de Valparaíso.

La Serena é a capital da região de Coquimbo e tem uma população de cerca de 220 mil habitantes. É uma região turística muito importante para o país, sobretudo no verão, por suas extensas praias. La Serena é a segunda cidade mais antiga do Chile, pois foi fundada em 1544, após Santiago. Essa informação é uma surpresa porque, geralmente, se acha que Valparaíso é a mais antiga. Elas são mais ou menos da mesma época, mas Valparaíso demorou mais a se tornar uma cidade pelos constantes ataques dos piratas ingleses. Em Coquimbo, fica o porto de La Serena. Os taxistas cobram vinte dólares para levar 4 pessoas à cidade, que vale a pena ser visitada pelo seu centro histórico bem preservado, com um arquitetura neocolonial caracterizada por casas com varandas, praças bem ajardinadas e igrejas de pedra. La Serena também é um centro universitário e, após o verão, os estudantes da Universidade de La Serena é que dão vida à cidade.

Antes dos espanhóis, a região era habitada pelos diaguitas e um pouco de sua história pode ser conhecida no pequeno museu da cidade. Os nativos resistiram bravamente à colonização espanhola, matando todos eles em 1549, numa revolta, mas foram vencidos pelo capitão Francisco de Aguirre que a refundou com o nome de São Bartolomeu de La Serena. Em 1552, o rei Carlos I concedeu-lhe o título de cidade. O Chile é sempre uma boa surpresa e La Serena/Coquimbo foram mais uma delas.

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Valparaíso, capital cultural e legislativa do Chile

Valparaíso, o maior porto do Chile e sede de sua respeitada armada, vencedora de tantas guerras no passado, é a sede do Congresso nacional chileno. Situa-se a cerca de 120 km da capital, Santiago, percurso que é feito em uma hora por uma moderna rodovia que corta grandes vales de vinhedos, a principal riqueza do Chile. Alguns podem dizer que é o cobre; prefiro os vinhos. Valparaíso é a terceira cidade mais populosa do Chile, atrás de Valparaíso e La Concepción, e a Grande Valparaíso possui cerca de um milhão de habitantes. A cidade tem grande importância histórica, política e cultural para o país, pois é a sede do poder legislativo, possui o comando da Armada, o Serviço Nacional de Aduanas e o Conselho Nacional da Cultura e das Artes. Se não bastasse tudo isso, a área histórica de Valparaíso foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, em 2003.

Já visitei Valparaíso algumas vezes. A primeira foi em 1986, quando fui com minha esposa e fizemos um percurso histórico pela cidade antiga e depois fomos para Viña Del Mar, famosa pelo Festival da Canção e pelos restaurantes de peixes e frutos do mar. Alguns anos depois, estive lá com meus filhos e fizemos o mesmo percurso, tirando a foto clássica em frente ao relógio de flores da cidade de Viña Del Mar. Outra vez, só passei pelo porto, para embarcar no navio Regal Princess, em janeiro de 2006, e fazer, pela primeira vez, a travessia do Estreito de Magalhães, até chegar a Buenos Aires. Foi uma viagem tão maravilhosa, que resolvemos repeti-la dez anos depois, em janeiro de 2016. Mas, cada viagem é uma história, e a desta vez foi completamente diferente, como já contei em um dos posts anteriores.  Em 2015, tomamos outro navio, o Ruby Princess, em Valparaíso e fomos até Los Angeles, uma viagem maravilhosa de quase três semanas. Além do roteiro sensacional, estávamos acompanhados de um casal amigo que só nos acrescenta e ainda tivemos no Chile a ajuda inestimável do guia Alex, uma pessoa que só engrandece o Chile e os Chilenos.