Paracas, Pisco, Peru

O Peru não é só Lima e Macchu Picchu. É um país encantador e tanto se pode conhecer suas belezas e atrações turísticas na parte alta do país, na cordilheira dos Andes, quanto as que se situam no litoral do Pacífico. A primeira vez que fomos ao Peru, em 1986, visitamos Lima e de lá fomos a Cuzco e Macchu Picchu.  Percorremos o Vale Sagrado, conhecendo algumas das dezenas de ruínas pré-espanholas e visitamos algumas aldeias incas ao redor. O Peru vivia um período muito difícil, com guerrilhas e ditadura militar. Saímos de Cuzco para Puno, às margens do Titicaca, passando por Águas Calientes e outras aldeias das montanhas, de trem. Era um visual incrível. Lhamas, cholitos e cholitas (o povo nativo), alpacas, os cumes nevados e a água translúcida do lago Titicaca, que atravessamos até a Bolívia.

Trinta anos depois, voltamos ao Peru, de navio. A primeira parada foi em Paracas, a cerca de 250 km de Lima. De lá, pode-se visitar as cidades de Ica, Pisco, bem próximas, ou ficar em Paracas e ir às Ilhas Ballestas, a principal atração turística local. Essas ilhas são refúgio de aves marinhas, leões marinhos, focas, tartarugas e outros animais e constituem o principal Parque Marinho do Peru, que pode ser visitado de barco, que sai de Paracas ou de Pisco duas ou três vezes ao dia. É uma viagem de cerca de uma hora e além de ver a fauna marinha, sem poder descer do barco, também se veem as formações rochosas, dentre as quais está a mais famosa, a Catedral, parcialmente destruída no terremoto de 2007. Também se avista do mar uma inscrição na rocha chamada “Candelabro”, que se assemelha às inscrições de Nazca, mas não se sabe se foi feito pelo mesmo povo.

O navio parou a cerca de vinte minutos de Paracas e para se chegar lá atravessa-se o deserto, que é uma extensão do deserto de Atacama e vai até o mar. É uma região parecida com a costa da Namíbia, que é também refúgio de aves marinhas. É um lugar muito frio à noite e muito quente e seco de dia. Portanto, tem-se de estar muito bem fisicamente e bem agasalhado para aguentar a variação de temperatura. Na pequena cidade de Paracas, visitamos o pequeno museu, que conta a história daquela região, vimos inúmeros pelicanos junto com os poucos veranistas locais que passavam o dia lá. Paracas é uma boa cidade para se conhecer um lado diferente do Peru, para se experimentar o Pisco, a bebida local, o ceviche ou o linguado, pratos típicos daquela região. Interessante é que “pizco”, na língua quéchua, que era falada pelos incas, significa pássaro. É o que mais vimos por ali, desde a nossa chegada, pela manhã. E ainda assistimos às comemorações do Dia Nacional da cidade de Paracas, com banda, discurso, desfile militar e brinde com pisco.

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