Xangai, a pérola do oriente

Saímos do Brasil com destino a Xangai, na China, uma das maiores cidades do mundo, de onde pegaríamos um navio para um cruzeiro que nos levaria à Coreia do Sul, Taiwan, Filipinas,  Vietnã, terminando em Hong Kong, viagem de sonhos para qualquer um  que conheça as histórias de Marco Polo e que só imaginava o oriente. Eu já tinha ido à China, há mais de vinte anos, mas, naquela época, só visitei Pequim, a capital, as muralhas da China e Hong Kong, que ainda era possessão inglesa. Agora, era a vez de Xangai, o grande porto comercial da China e o maior do mundo. Tudo na China tem proporções gigantescas e essa experiência eu iria sentir, sobretudo, andando de metrô, no meio de milhares de pessoas. Uma loucura!

O difícil para quem mora no Brasil é chegar lá. Normalmente, temos duas opções: pelos Estados Unidos ou por Dubai, já que não existe voo direto do Brasil para Xangai. Na ida, são dois dias de viagem. Saímos na quinta para chegar no sábado à noite, com parada em Detroit, nos EUA. Aí, já aprendi que a pronúncia correta em inglês é ‘Shang-Hai’ de tanto que o agente da imigração americano me perguntou o que iria fazer lá. Ele não queria entender que eu era um professor aposentado e que iria fazer um cruzeiro saindo de Xangai. Tive de lhe mostrar ticket, reserva de hotel, dinheiro na carteira, para ele me deixar entrar em seu país. Aff!

Chegamos a Xangai cansadíssimos. O serviço de táxis na China é bom e não há necessidade de reservar transfer privado, mais caro.O câmbio é quase fixo, embora no aeroporto seja pior, como em toldos lugares. O hotel era bem no centro, próximo à parte antiga. O serviço é razoável, visto que os jovens chineses são pouco estressados e tivemos de esperá-los jantar para nos atender. Para quem está viajando há dois dias, loucos para chegar, tomar um banho e se esticar na cama faz muita diferença.

No outro dia, levantamos cedo, tomamos um café da manhã muito bom, depois de dois dias só comendo comida de avião, argh!, e fomos caminhar pela cidade. Xangai é uma cidade de avenidas amplas, bem sinalizada, com grandes parques e banheiros limpos nos parques. Só não tem papel higiênico. Nos países orientais, é imprescindível andar com papel nos bolsos. No máximo, você encontra uma torneira e uma caneca para se lavar. Por isso, os banheiros no oriente são sempre cheios de água. E o vaso sanitário à moda oriental, como nossas antigas privadas, no chão.

Depois de caminharmos bastante, chegamos à Praça do Povo, onde pegamos o ônibus turístico e fizemos o percurso de duas horas, que nos levou aos principais pontos turísticos. Xangai é dividida pelo rio Huangpu, um afluente do rio Yangtze. O centro histórico é chamado de Puxi e localiza-se no lado oeste do Huangpu, enquanto o novo centro financeiro, chamado Pudong, está na margem oriental. Ali está a principal atração turística da cidade, a Torre Pérola Oriental, com seus 468m de altura, uma das mais altas do mundo.

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