Anguilla e Saint-Barthèlemy, do Caribe!

Anguilla é uma pequena, serena, isolada e especial ilha do Caribe. Está a 8 km de St. Maarten  e tem somente 25 km de comprimento, com um território de 87 km².Por seu formato alongado, foi batizada, segundo consta, por Colombo, pois Anguilla significa enguia, em espanhol. Chove muito pouco na ilha, o solo é improdutivo, com árvores baixas e vegetação escassa, mas as praias de areia branca em volta da ilha são magníficas. Isso faz com que Anguilla seja um pequeno paraíso para os turistas endinheirados que podem passar temporada nos hotéis de luxo e resorts da ilha. Desde 1980, Anguilla é uma possessão inglesa com governo próprio. É um destino exclusivíssimo e seu desenvolvimento é controlado para que se mantenha com suas belezas naturais intocadas. Sua população gira em torno de vinte mil habitantes.

Fui a Anguilla de catamarã, saindo de Saint Maarten, num passeio de um dia, acompanhado de um casal de amigos que fiz lá. Ele, italiano, ela, baiana, mais um grupo de mulheres norte-americanas. A viagem, de pouco mais de uma hora, é puro prazer: bebida e frutas incluídas, mar azul, vento e sol do Caribe. Chega-se a Blowing Point, em Anguilla e de lá toma-se uma van até a praia, passando por The Valley, a pequena capital da ilha.Fomos para Meads Bay, a praia onde passamos o dia, almoçamos, voltando ao entardecer.Há  bares e restaurantes na praia, onde se pode beber e petiscar, se ficar cansado de estar naquela água limpa, morna e calma desse paraíso em forma de enguia.

Do outro lado da ilha de Saint-Maarten está Saint-Barthelèmy, mais conhecida por ser point de ricos e milionários mais espetaculosos do que os frequentadores de Anguilla. Seus moradores a chamam de St.Barths e dizem que foi batizada por Colombo, em 1493.É a única ilha do caribe com um toque sueco em sua maneira de ser e a própria capital, Gustavia, único vilarejo e porto da ilha, é uma homenagem ao rei sueco. Gustavia situa-se num porto protegido de furacões, tem construções pequenas e charmosas como casas de boneca. É a ilha dos ricos e famosos, tem a maior quantidade de iates por metro quadrado do mundo e pode-se encontrar por lá Tom Cruise, Gisele Bündchen, Harrison Ford ou qualquer outro nome famoso do Jet set internacional, principalmente em fevereiro, quando a ilha ferve. St.Barths pertence aos franceses desde 1878, após mais de cem anos de domínio sueco. É uma das poucas ilhas do Caribe em que a maioria da população é de origem caucasiana, e não negra. Os que lá vivem são negros vindos do Haiti e da República Dominicana para trabalhar nas mansões dos milionários ou nos hotéis e restaurantes.

Saí de Philipsburg, capital de Saint-Maarten pela manhã, numa lancha rápida que faz o trajeto até St.Barths em cerca de uma hora. Só que o mar ali é muito agitado e essa lancha rápida é um desconforto para quem enjoa com o mar. Eu, que tenho estômago bem resistente, sofri bastante com as batidas da lancha cruzando as altas ondas. Imagine quem não tem. Ao chegar a Gustavia, deslumbrei-me com os iates ancorados no porto e o belo visual da ilha, com suas mansões elegantes e casas de estilo normando do porto, hoje servindo como restaurantes, pequenos hotéis ou casas de comercio. Logo vi a placa indicando a praia, mas, antes de me dirigir ao lado direito, seguindo a seta, caminhei um pouco para a esquerda e fui até a um pequena enseada, onde havia uma pequena escola de navegação para jovens aprendizes de marinheiro. Não resisti, pois o calor estava forte, dei um pequeno mergulho, tendo encontrado um enorme búzio que fotografei e deixei onde estava. Depois, retornei e fui em direção à praia das conchas indicada pela seta, atravessando a pequena cidade de Gustavia. Lá, nunca tinha visto uma praia com tantas conchas, na verdade, não tinha areia, só conchas, a maioria quebrada pelas ondas. Procurei um refúgio entre as rochas, pois o sol estava muito forte e não havia sombra e me banhei um pouco, mas a sede e a fome apertaram. Belas moças européias faziam top-less. Voltei para o centro e, na esquina, encontrei um bar repleto de turistas e de gente jovem. Acho que era o único lugar barato da ilha, pois a cerveja Heineken estava sendo vendida a 1 euro e sanduíches com batata frita a 5 ou 6. Fazia-se o pedido e esperava-se um pouco, pois o bar estava lotado; depois, seu número era chamado e você ia receber o pedido. Não havia garçom. Bebi 3 ou 4 cervejas, comi meu sanduíche de fritas e aí deu uma lombeira danada, mas onde dormir? Voltei à praia, encontrei um cantinho com sombra e lá fiz minha siesta tranquil

amente, sem me preocupar com nada. À tarde, fui para o centro e lá havia banheiros públicos com chuveiros; banhei-me, tirei a água de sal e ainda fui fazer algumas comprinhas no supermercado e nas lojas de lembrancinhas. Na volta, assisti a um dos mais belos pores de sol a que jamais tinha visto. Na verdade, posso escrever vários crônicas sobre pôr de sol, alguns inesquecíveis como o de Kuta Beach, em Bali, o de Jaisalmer, no deserto de Thar, o do Vale da Lua, no Deserto de Atacama ou esse de Gustavia, em St. Barths. A volta foi mais tranquilla, embora o ar condicionado da lancha estivesse muito frio, para quem tinha passado o dia todo na praia, mas voltei de St. Barths certo de que tinha conhecido um dos lugares mais bonitos e exclusivos do mundo.

 

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