O que vi na África

Animais. Ainda há muitos animais selvagens na África, vivendo em reservas a eles destinadas. A maior delas, na África do Sul, é o Parque Kruger; criado no final do século XIX, possui uma área maior do que a do estado do Sergipe. No entanto, mesmo nas reservas, os animais de grande porte correm perigo de extinção, pois a sanha dos caçadores legais e ilegais é inesgotável. Pagam uma fortuna para matar um leão, um elefante, um búfalo ou um rinoceronte. Este está ainda mais ameaçado, pois a máfia chinesa os caça por causa do seu chifre, valiosíssimo pela crença estúpida no seu poder afrodisíaco. Uma curiosidade: os animais mais perigosos aos seres humanos, por sua agressividade, são o crocodilo, o rinoceronte e o búfalo. São os que mais matam os humanos. Há pouco tempo, um crocodilo devorou um famoso canoísta no rio Limpopo, cena filmada por seu amigo e passada nas tevês mundiais.

Bebidas. Há muito controle no consumo de álcool, devido à tradição puritana dos ingleses. É proibido beber em áreas públicas e não se vende bebida alcoólica após as 13h de sábado. Há mais salões de beleza do que bares nas cidades africanas. Após as seis horas da tarde, o comércio fecha e só alguns restaurantes ficam abertos, até as nove.

Cabelos. Há muito cuidado com os penteados, principalmente pelas mulheres. Essa preocupação que o Neymar tem com o cabelo, dentre outros jovens artistas e jogadores brasileiros, sobretudo os de origem negra, pode ser uma herança africana. Vi fotos antigas, no museu da Namíbia, de belos cabelos adornados, desde o século XIX. Há uma etnia, a dos hereros, cujas mulheres capricham no visual, combinando roupa, sapato e adereço de cabeça, como as baianas do carnaval brasileiro, só que coloridas. Eles têm preferência pelas cores azul (o índigo), o vermelho e o preto. É comum ver, nas ruas de Windhoek, capital da Namíbia, mulheres jovens, elegantemente vestidas de vermelho, com sapatos e bolsas pretos. Ou jovens, com a roupa preta, blazer e sapatos ou tênis de marca vermelhos. Povo muito elegante! No museu de Cape Town, há uma seção dedicada à moda africana. Imperdível!

Dentes. Há algum tempo, tinha ouvido falar, por um antropólogo amigo meu, um fato que confirmei agora. Muitos jovens arrancam os dentes da frente, os incisivos centrais, tão bonitos e fortes na raça negra!, para obter melhor desempenho sexual na prática do sexo oral. Em visita a uma vinícola, observei isso num jovem guia e tive coragem de lhe perguntar. Ele me confirmou essa versão. O guia brasileiro, que mora lá há muitos anos, reconfirmou: é uma prática comum entre os jovens. Tomara essa moda não chegue por aqui! Já temos banguelas de sobra.

Capitais. A África do Sul é o único país do mundo que possui 3 capitais: Pretória (administrativa), Cape Town (legislativa) e Bloemfontein (judiciária). Johanesburg é a maior cidade e centro financeiro, mas não é a capital do país. A Namíbia é um país desértico e divide o Kalahari com Botswana. Há poucas cidades grandes, ficou independente há 20 anos e sua capital, Windhoek, é muito tranquila, limpa e moderna. O país é pouco povoado, tem alta renda per capita e sua moeda, o dólar namibiano, tem o mesmo valor do rand sul-africano. Ambas circulam livremente. É forte a influência alemã e dos pioneiros africâneres, descendentes de holandeses, franceses e ingleses. As distâncias entre as cidades são longas e o país tem os mais belos pores do sol do mundo, que me desculpem os colatinenses.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s