Nas Cataratas Vitória, África

Na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabwe, encontram-se as “Cataratas Vitória”, uma das maiores e mais bonitas da África, assim nomeadas pelo Dr. Livingstone, “I presume”, em 1855, em homenagem à toda poderosa Rainha Vitória da Inglaterra. Para mim, que já me deslumbrei com a grandiosidade de Iguaçu e de Niágara, não é tão impressionante, mas cada uma tem sua beleza específica e, por isso, vale a pena visitá-la, sem tanto sacrifício para chegar lá. O voo de Johanesburg até Victoria Falls, no Zimbawe, ou Livingstone, na Zâmbia, é pouco mais de uma hora e a burocracia no aeroporto é mínima. Paga-se uma taxa para o visto, dependendo se for uma ou mais entrada, e logo você é recebido por bailarinos negros, evidentemente, que o acompanharão com seus gritos, saltos e batuques, em todos os lugares. Se for fazer um cruzeiro ao entardecer pelo rio Zambeze, o que é absolutamente indispensável, lá estarão eles, com seus cantos e simpatia. À noite, no restaurante do hotel, também dançarão e cantarão, interagindo com os turistas. Os japoneses ficam extasiados, fotografando e filmando tudo.

O ideal é sair bem cedo, para visitar as Cataratas Vitória, antes dos grupos de japoneses chegarem. Se for madrugador, tome o café da manhã às seis e trinta, para, às sete, quando o parque abrir, já pegar sua capa de chuva, indispensável, uma sandália de borracha e se preparar para se molhar todo, pois a neblina é forte, os pingos das quedas d’água o molham todo, o que não é tão desagradável pelo calor que se faz. Caminha-se pouco mais de um quilômetro, fotografando as várias quedas do lado da Zâmbia e sendo acompanhado por macacos típicos da região, uma espécie que tem os ovos (escrotos) azuis.

Zâmbia, Zimbawe e Malawi são países irmãos, pois ambos pertenciam à antiga Rodésia, separando-se no processo de descolonização dos anos 1960 a 1980. O Zimbabwe tem o mesmo “Presidente”, desde 1980 que, a cada dez anos, é “reeleito” por “voto popular”. Na última “eleição”, há dez anos, prometeu luz elétrica para todos, mas não cumpriu. Apesar da abundância de rios, na região, dentre os quais o Zambeze, o quarto maior da África, e o Limpopo, a maioria da população vive no escuro, em choças, sem água encanada e esgoto. É um sistema tribal, ainda. Mugabe tem 90 anos e foi reeleito, em 2013, quando estive lá,para mais dez anos de mandato. A Zâmbia é mais adiantada, tem governo democrático e um excelente futebol. Foram os campeões da África, em 2011. Livingstone, às margens do rio Zambeze, das Cataratas Victoria, foi a primeira capital da Zâmbia e tem um excelente museu a ser visitado. Ao contrário do Zimbawe, que adotou o dólar como moeda, após uma megainflação, tem moeda própria, o quacha.

Fiquei no Zimbawe, no hotel Kingdom, excelente, também às margens do rio Zambeze e bem próximo das cataratas. À Noite, quase não se vê ninguém, nas ruas da pequena cidade de Victoria Falls. Eles não saem à noite, pois temem os animais silvestres, que estão soltos, já que vivem dentro de um parque natural. Além do cruzeiro pelo rio Zambeze, onde se pode avistar hipopótamos e crocodilos, e inúmeras aves, enquanto se toma a boa cerveja local, a Zambeze, recomendo um safári nas costas dos elefantes. É um dos poucos lugares do mundo onde se pode avistar outros animais, dentro de um parque selvagem, montado em elefantes e não em jipes. Também oferecem passeio de helicóptero sobre as cataratas, que não fiz, visita a fazendas de criação de leões e um safári de dia inteiro ao parque Kobe, que está situado na fronteira onde 4 países se encontram: Zimbawe, Zâmbia, Namíbia e Botswana. Imperdível!

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