Jerusalém, cidade sagrada

Já estive em Jerusalém três vezes. A primeira foi em 1988, quando a cidade estava recém- ocupada por Israelenses, após a guerra dos seis dias, em 1967, quando Israel tomou a parte oriental dos jordanianos, já que antes só detinha a posse da parte ocidental. É uma cidade sagrada para as três principais religiões monoteístas do mundo, judaísmo, cristianismo e islamismo. Israel ali mantém a sede do parlamento, a residência presidencial, mas a comunidade internacional não a considera a capital do país, que é Tel-Aviv. Muita complicada a situação, pois Israel a reivindica como sua capital, pois foi a cidade escolhida pelo rei Davi para sede do reino unido de Israel. Ali, seu filho, o grande rei Salomão, ergueu o Grande Templo, depois destruído, e cuja única muralha em pé é o principal lugar de orações do povo judeu, o “Muro das lamentações”. É sempre tenso caminhar pelas ruas milenares da cidade antiga, dividida nos bairros armênio, judeu, cristão e árabe. Essa parte antiga foi declarada “Patrimônio da Humanidade” pela Unesco, em 1981, mas corre risco de preservação, pois a cidade cresceu muito fora dos muros antigos e essa parte antiga, pela importância histórica que possui, e pelos conflitos religiosos, é sempre perigosa. Para se visitar a mesquita Al Aksa e o Domo da Rocha, por exemplo, tem-se de passar por severo controle do exército israelense, pois a mesma entrada também leva ao Muro das Lamentações.

A Jerusalém moderna é cheia de hotéis, um metrô de superfície foi feito exatamente no local que separava as duas divisões de Jerusalém, e tive a oportunidade de estar na inauguração dessa modernidade, na minha segunda visita a Jerusalém, quando acompanhei um grupo de oitenta brasileiros, a maioria da religião evangélica, em 2011. Foi uma viagem maravilhosa, embora cansativa para mim, pois também era líder de grupo de turismo e atravessamos Israel de sul a norte, entrando pelo Egito, em Eilat, no golfo de Ácaba.

De lá, passamos pelo Mar Morto e por Jerusalém, sem parar aí, até Tel-Aviv. Só depois de visitarmos Nazaré, Haifa e irmos até a fronteira com a Síria, ao nordeste, paramos em Jerusalém, a cereja do bolo para todo turista ou peregrino que vai a Jerusalém. É claro que qualquer cristão que vai a Jerusalém quer conhecer os sítios históricos que lembram a paixão, morte e ressurreição de Cristo, como o Horto das Oliveiras, as várias igrejas construídas nos lugares ditos sagrados, sendo a principal a Igreja construída onde se supõe ter sido crucificado; no entanto, para os evangélicos, o local é outro: uma gruta em forma de caveira,”Gólgota”, fora dos muros da cidade antiga. Independente de qualquer que seja a religião, Jerusalém é uma das cidades mais interessantes para se visitar. Hoje, as ruas centenárias da antiga “Via Sacra”, estão repletas de lojas e de comerciantes que vendem tudo. Claro, a religião vive do comércio da fé de seus crentes. Mas Jerusalém tem também sua parte profana, bares e restaurantes, onde se pode apreciar uma boa cerveja, apreciar a boa culinária árabe e judia, muito parecidas, visitar os museus e teatros da cidade. É indispensável uma visita ao Museu do Holocausto, onde se pode comprovar e se comover com os horrores nazistas contra os judeus na segunda guerra mundial. As fotos que se seguem são de minha terceira viagem a Jerusalém, quando pude levar a esposa a essa cidade tão especial, conforme lhe tinha prometido.

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