Kotor, pérola do Adriático

Montenegro é um pequeno país dos que vieram a ser independentes após a desintegração da Iugoslávia e um dos mais bonitos da costa adriática. É um país montanhoso, com montanhas escuras que dão nome ao país e que chegam até o mar. Já o havia visitado antes, há poucos anos, numa viagem inesquecível feita pela Croácia, Albânia, Macedônia e Kosovo, passando por Montenegro até a Croácia, de novo. Agora, pudemos conhecer um pouco mais a bela cidade-fortaleza de Kotor e outras situadas na bela baía de Kotor como Perast.

Kotor é uma pérola e está situada num fiorde, pois sua baía  está cercada de altas montanhas, em cujos picos há neve quase o ano todo. A água da baía é de um azul turquesa e ilhotas com antigos mosteiros dão ao cenário uma beleza inigualável. O centro histórico de Kotor é considerado “patrimônio da humanidade” pela Unesco e é uma delícia percorrer suas ruas estreitas, entrar nas centenárias igrejas românicas ou percorrer suas muralhas. Para os mais corajosos, subir os inúmeros degraus até o alto da montanha é um programão, para se tirar belas fotos da baía e da cidade embaixo. Há um museu lá em cima e igreja. Eu não me arrisquei. A idade recomenda prudência e já sei o que é quebrar ou torcer o pé em viagem. Passei por isso em Lalibela, na Etiópia e não quero repetir a experiência.

Após visitar a catedral de São Tryphon (Trifon ? nunca tinha ouvi falar desse santo) , de 1166, e seu museu de relíquias, no andar superior, e percorrer as ruas medievais da cidade histórica , que já pertenceu a gregos, ilírios, romanos, visigodos, bizantinos, venezianos, austríacos, russos, franceses, iugoslavos, e hoje, após a independência do país em 2006, um dos melhores destinos turísticos do litoral adriático, recomendo fazer um passeio no ônibus turístico pela baía de Kotor. Logo na entrada da cidade, belos rapazes e moças estarão vendendo tíquetes do ônibus que oferece os seguintes serviços por vinte euros: Vai-se até Risan, para visitar um museu de mosaicos do período romano, conquistadores do ilírios, que ali viviam, passando pela magnífica baía de Kotor, um percurso de meia-hora com explicações em várias línguas; depois, para-se em Perast, outra cidade medieval, por até uma hora. Ali, se pode almoçar em um dos belos restaurantes com cadeiras e sombrinhas às margens da baía ou, então, como fizemos, comprar lanches e vinhos locais no supermercado e fazer um piquenique à beira-mar, apreciando aquele magnífico cenário. Quem quiser, pode pegar um barco e ir até a ilhota onde está a igreja de Nossa Senhora da Penha ( “Our Lady of the Rocks” ) ou, então, visitar a pequena cidade considerada a mais bem preservada em estilo barroco de Montenegro. Confesso que, após visitar o pequeno museu local à entrada da cidade e ir ao banheiro,  só queria ficar olhando para a baía e curtir aquele momento, o belo dia de  sol outonal, o delicioso vinho da região comprado a módicos dois euros a garrafa pequena e gravar na retina a lembrança daquele dia maravilhoso, num dos cenários mais lindos de tantos que já visitei no mundo. E, claro, dar “gracias a la vida, que me dado tanto”

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