Corfu e Chios, ilhas gregas de sabores diversos

A Grécia possui centenas ou milhares de ilhas e algumas são especiais como Santorini, Creta,Rodes, Mikonos e tantas mais. Na última viagem, visitei duas delas, Chios e Corfu. Chios está bem próximo à Turquia e ficou famosa como a ilha da árvore do chiclete. Já pertenceu a Gênova, na Idade Média, e Colombo ali residiu por alguns anos, antes de se tornar o famoso descobridor das Américas. Mais precisamente na cidade medieval de Pyrgis, famosa por suas casas com desenhos geométricos. A cidade de Chios mesmo não tem muitos atrativos, o mais interessante é percorrer toda a ilha visitando suas aldeias, praias e mosteiros tombados como patrimônio da humanidade. Chios também é conhecida como a terra de Homero. Um dos pontos turísticos da ilha é a pedra de Homero, onde se diz ter ele escrito a Odisseia. Lenda ou realidade? Todavia, Chios (pronuncia-se ‘Rios”) é uma das maiores ilhas do Egeu ocidental e tem sido, através dos tempos, uma ponte entre o oriente e o ocidente.

Corfu é outra coisa. Localizada à entrada do mar Adriático, é a segunda maior das ilhas iônicas. Está bem próxima à Itália, à Albânia e à Croácia e tem sido, nos últimos séculos, refúgio dos aristocratas europeus, por seu clima mediterrânico. Lá se pode visitar o palácio “Achilleion”, em estilo neoclássico, construído pela imperatriz Elizabeth da Áustria, a famosa Sissi, dos filmes hollywoodianos. Também em Corfu nasceu o marido da atual rainha da Inglaterra, o príncipe Philip,da nobreza grega destronada. A ilha é linda, em qualquer época do ano. No verão, é muito quente, mas nas outras épocas do ano é uma delícia percorrer cada cantinho de uma ilha com tanto passado histórico. Na cidade, não se pode deixar de visitar a velha fortaleza, a catedral de Santo Espiridião, milagroso para os locais, o mosteiro da Virgem Maria, o museu de relíquias orientais, bem na praça principal, a famosa Espianada, considerada uma das mais amplas da Europa.

Cada viajante tem seus hábitos, mas Corfu é um ótimo lugar para se perder por suas ruas antigas, comprar lembrancinhas, pois a Grécia está bem barata em relação a outros países europeus da zona do euro, tirar muitos fotos e, principalmente, sentar-se em uma das cantinas locais e experimentar os vinhos e as cervejas locais, a comida com frutos do mar, para ver as pessoas indo e vindo, como fazem há tantos anos. Corfu é um local de encontros de povos do mundo todo, porta de entrada da Europa continental e só por isso merece ser visitada sempre. Já estive lá três vezes e, certamente, voltarei outras vezes, se puder.

 

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