Nicarágua, país de lagos e vulcões

Sempre quis ir à Nicarágua, o maior país da América Central, mas era difícil incluir esse país em algum roteiro, assim como ainda não fui a El Salvador, o único da América Central que ainda não visitei. Certa vez, indo pra Guatemala, o avião fez uma escala em Manágua e fiquei consternado com a pobreza da cidade vista de cima, pois o terremoto de 1972, com a magnitude de 6,2, destruiu quase completamente a capital, Manágua. Quando passei por lá, o que vi foram milhares de casas rudimentares, com teto de folha de zinco, comuns em nossas favelas. Em 2014, houve um segundo terremoto com a mesma intensidade na Nicarágua, mas com menos destruição. Hoje, a Nicarágua é um país que cresce para o turismo. Os norte-americanos, que, durante muitos anos, foram impedidos de ir a esse país, estão adorando fazer turismo por lá, por suas belezas naturais, sua paralisação no tempo. A Nicarágua,depois que foi tomada pela revolução sandinista, em 1979, se alinhou com a URSS,seguindo Cuba, até que ela se desintegrou, no início da década de 1990. Desde 2007, o ex-guerrilheiro Daniel Ortega é o Presidente da Nicarágua e o culto a ele se assemelha ao de Fidel, em Cuba. Por toda parte se veem cartazes enaltecendo suas obras e sua esposa como os grandes beneficiários do povo. No entanto, o país continua pobre, ainda que não se vejam miseráveis e pedintes como por aqui.

Chegamos ao porto de San Juan Del Sur e contratamos um táxi para nos levar até a capital Manágua, a 200 quilômetros dali, mas o motorista não tinha permissão para entrar na capital. Assim, nos sugeriu conhecer a cidade histórica de Granada, passando por outros lugares turísticos, como o grande lago da Nicarágua. Foi um dia muito agradável, o motorista era muito simpático e compartilhava tudo o que lhe oferecíamos, até a água. No caminho, parava para comprarmos a cerveja local, nos falava da vegetação, dos lugares de interesse e da política do país. Adorava o Ortega e dizia que não poderia haver outro líder melhor, por isso não o substituíam.Fidel, Ortega, Lula, Chávez rezam na mesma cartilha. Mas o ponto alto da visita à Nicarágua foi a cidade de Granada, de que nunca tínhamos ouvido falar até então.

Granada é uma espécie de Ouro Preto da Nicarágua. Localiza-se às margens do lago Cocibolca, na costa oeste do país. É a capital do departamento de mesmo nome, tem cerca de 120 mil habitantes e foi fundada por Francisco Hernandes de Córdoba, em 1524. Foi uma das primeiras cidades fora do litoral fundadas por europeus no continente americano e é considerada um dos vinte e cinco lugares do mundo que não se deve deixar de visitar. Sua arquitetura colonial e neoclássica é bela e bem conservada e vale a pena se perder pelas ruas antigas, parar nas barraquinhas de comida, experimentar os pratos locais, além de visitar o mercado de ‘artesanias’ locais repleto de boas recordações para se trazer de uma cidade tão bonita e de um povo tão gentil.

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