Safári na Tanzânia

Hakuna matata é a expressão em suaíli, língua oficial da Tanzânia, que bem define o país: “Sem problema” ou “Não se preocupe”. A frase é muito utilizada em países como a Tanzânia e o  Quênia, com o sentido de “ok “e “sem problemas”, para responder perguntas. “Hakuna” significa não há e   “matata” significa problemas. A frase ficou famosa na época do lançamento do filme “Rei Leão”,em 1994, pois dá nome à canção temática. Para quem quer conhecer um país africano tranquilo, acolhedor, com muitas belezas naturais quase intocadas, grande diversidade cultural, a Tanzânia é o que há de melhor.

Acabo de chegar de lá, após um longo voo, via África do Sul. A vantagem é que vim pela South África e o vinho servido a bordo é muito bom, além das películas e do bom serviço de bordo. Há uma grande diferença quando voamos por companhias europeias e não europeias. Viajar pela Air France, KLM e Air Europa, na classe turística, é uma verdadeira tortura. Por outro lado, as asiáticas Etihad, Singapore, Catar, Emirates e as africanas South África e Ethyopian dão aos viajantes das classes econômicas uma dignidade que as europeias ignoram.

 

A Tanzânia possui cinquenta milhões de habitantes e dez por cento vivem em Dar-es-Salaam, uma metrópole às margens do oceano Índico. De cima, geograficamente. Me lembrou Vitória, capital do Espírito Santo, pelo canal e o porto da cidade. Embaixo, no entanto, é bem diferente, com um trânsito caótico, quase sem semáforos, ruas espremidas de pedestres, carros velhos, tuc-tucs, ônibus modernos e pequenos entupidos de gente, poeira, cheiro de óleo diesel, esgoto na rua e pedintes, geralmente refugiados da Etiópia ou da Somália.

Dar, como a chamam, tem bons hotéis, diversos restaurantes com uma comida bem saborosa, muita influência indiana e uma tranquilidade africana. Está situada proporcionalmente à altura da Bahia e, em alguns momentos, me senti em Salvador. Até a comida picante é a mesma! Lá, visitei o Museu Nacional, o Jardim Botânico, igrejas e praças. Caminhei uns cinco quilômetros pelas ruas, no meio do povo, curtindo-lhe a beleza dos trajes, o contraste de suas peles negras e roupas imaculadamente brancas ou multicoloridas.

O maior atrativo da Tanzânia são seus Parques de Proteção à Vida Natural e os mais famosos são o Serenguetti e o Ngorongoro, na fronteira com o Quênia. Para chegar lá, tem-se de ir de avião até Arusha, a segunda maior cidade do país. Além dos Parques Nacionais, existem as Reservas onde se pode caçar, sendo uma das maiores a Selous, com 55 mil quilômetros, maior do que muitos países e até mesmo o Espírito Santo, com 45 mil quilômetros. Há uma taxa que se paga para matar bicho, variando de 300 dólares para um Impala (pequeno veado) a 50 mil dólares (um leão). Acho isso terrível, mas é de onde tiram renda para sustentar os parques e sua enorme estrutura. Visitei o Mikumi, o quinto maior do país, com 3.500 quilômetros e, em um dia, percorremos 250 Km fotografando impalas, gnus, zebras, girafas, hipopótamos, elefantes, crocodilos e macacos aos milhares, que roubaram parte do meu almoço. Adorei e vi um dos mais belos pores de sol da minha vida, na lagoa dos hipopótamos. Pretendo voltar à Tanzânia e visitar outros parques, incluindo o do Kilimanjaro, o maior pico da África, com 5.600m de altura. Não tenho mais idade para subi-lo, pois o trekking até lá leva uma semana, apenas fotografá-lo. Em compensação, tomarei algumas Kilimanjaro, a boa cerveja de lá, enquanto os mais jovens fazem essa aventura.

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