Ilha da Páscoa, a ilha do fim do mundo

Hoje, 05 de junho, dia mundial do Meio Ambiente, é o momento certo para refletirmos sobre o que estamos fazendo com a nossa casa, o belo e maltratado planeta Terra. É hora de começarmos a agir como o beija-flor da fábula, que tenta apagar o incêndio da floresta: é preciso que cada um faça a sua parte, por menor que seja, se já não for tarde demais para salvar o planeta.

Há vários casos, mundo afora, da morte de uma cultura, da extinção de um povo, por desastre ambiental. Agora, no entanto, corremos o risco da destruição total da raça humana e de todas as espécies do planeta Terra. Será que o conhecimento de algum dos erros do passado não servirá para nos propiciar alguma aprendizagem? Dentre os casos mais conhecidos de fim de uma cultura e de quase extermínio de um povo por destruição ecológica, conta-se o da Ilha da Páscoa, a mais isolada ilha habitada do mundo. Situa-se a 3.760km a oeste do Chile, o país a que pertence desde 1888. Tem 163 quilômetros quadrados e seus antigos habitantes a chamavam de Te Pito o Te Heuna, “umbigo do mundo”, embora seja mais conhecida, sobretudo após o filme de Kevin Coastner, de Rapa Nui, “ilha grande”, expressão usada para designar a população e a língua dos pascoenses.

A Ilha da Páscoa ficou mundialmente conhecida por seus “moais” -nome dado às grandes estátuas feitas com pedra vulcânica, algumas com mais de dez metros de altura- espalhados por toda a ilha. Existem cerca de mil, alguns em pé, outros caídos e muitos abandonados no local onde eram construídos. O que significavam essas estátuas para uma cultura que prosperou há mais de mil anos e estava em quase completa extinção quando foi contatada pelos ocidentais no século XVIII? Não se sabe, precisamente. O que é certo é que a ilha foi colonizada por navegantes polinésios desde 300 d.C. Era fértil e coberta de uma madeira chamada “toromino”, de tronco avermelhado, como o nosso pau-brasil. Assim como este, foi explorada até sua total extinção. Praticantes de queimadas, como os nativos brasileiros, os pascoenses destruíram a vegetação original da il

ha, suas florestas de palmeiras e de coníferas, além da vegetação rasteira. A ilha tornou-se árida, inóspita, sem água potável e sem vida.

Hoje, a Ilha da Páscoa sobrevive do turismo, das lendas, do misticismo de sua cultura original, de suas tabuletas ainda não decifradas, de seus moais contemplando o mar à espera de deuses que virão, quando e de onde? Só Deus sabe. Muitos viajantes aventureiros, como eu, vão a essa ilha do fim do mundo, em busca dos seus mistérios, de suas histórias, para aprendê-las e contá-las. Talvez elas nos sirvam para ensinar algo: a cuidar melhor do nosso planeta, a Mãe Terra, enquanto houver água e vida.

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