San Salvador, simpática capital de um pequeno país

San Salvador, a capital de El Salvador, na América Central, é uma cidade de porte médio, com cerca de 500 mil habitantes, embora a população seja bem maior, pois a área metropolitana compreende vários municípios interligados como Santa Tecla, San Marcos, Mejicanos, dentre outros. É uma cidade montanhosa, espalhada entre cadeias vulcânicas e, por isso, tem sofrido grandes devastações sísmicas como as ocorridas em 1917, 1919 e 1986. O novo aeroporto internacional está situado a cinquenta quilômetros da cidade e chama-se Monsenhor Óscar Romero, o grande herói nacional, assassinado em 1980. Canonizado em 2018, o túmulo de Dom Romero, no subsolo da Catedral, é ponto de romaria para milhares de devotos. O outro herói nacional é o futebolista “Mágico” González, que nomeia um dos estádios locais.

Confesso que me senti tranquilo em San Salvador, que já foi considerada uma das cidades mais perigosas das Américas, por causa das “maras”, gangues de delinquentes que dominavam o centro da cidade e a região periférica. Andei a pé pela cidade, frequentei bares e restaurantes, caminhei pelo centro, entre os ambulantes e não senti a menor insegurança, como tenho, às vezes, em cidades de meu país. O povo é supersimpático, simples, cordial. Experimentei e gostei das “pupusas”, prato típico do país, uma espécie de minipizza em que não se enxerga o recheio, que pode ser de queijo, carne ou algum legume. Também gostei do café da manhã típico, feito de tutu de feijão com um pouco de arroz cozido, banana da terra frita (a que os falantes de espanhol chamam “plátano”), ovos mexidos e pãezinhos doces com um creme de leite desnatado. É uma delícia e sustenta por boa parte do dia. Não é uma cidade careira e se come bem por dez dólares. O churrasco deles é uma carne argentina, muito macia, acompanhada de um molho de tomate e cebola, bananas fritas e o tal tutu de feijão com arroz,que, parece, eles comem como acompanhamento de muitos pratos.

A cidade é bem provida de parques, de shoppings, de praças e de alguma área verde. Despertaram um pouco tarde para a conservação ambiental, comol me disse o guia, talvez até em função da violenta guerra civil, que matou e expulsou tanta gente, de 1980 a 1992. Desde então, o país vive em paz, luta para se desenvolver e a cidade possui alguns pontos turísticos de interesse como a Catedral, igrejas, o Teatro e o Palácio Nacional, o Museu de Arqueologia e o de Artes. Uns cinco dias na cidade são suficientes para se conhecer a maior parte delas, mas para visitar vulcões, lagos e ruínas maias, é necessário um pouco mais, pois se encontram fora da capital. Dizem os salvadorenhos que é o “país dos 45 minutos”, pois se pode ir a qualquer parte nesse tempo, mas é brincadeira, pois o tráfico é pesado e até para ir pro aeroporto pode-se gastar mais que isso. O país e sua capital são pequenos, mas simpáticos e agradáveis para se visitar. O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, o famosos autor de O Pequeno Príncipe, se casou, em Buenos Aires, com uma jovem viúva salvadorenha, Consuelo de Suncín, artista, pintora, escultora e de saúde frágil. Dizem que há várias referências a esse amor pela artista salvadorenha na obra O Pequeno Príncipe. Por isso, há uma bela praça dedicada a adultos e crianças em San Salvador, com personagens e passagens dessa obra tão conhecida no mundo todo.

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