São Francisco, delícia de cidade

São Francisco é uma das cidades mais agradáveis para se visitar nos EUA e, quiçá, no mundo. Ela tem um encanto, uma luminosidade, um bom astral, que poucas cidades têm. Estive lá, há vinte anos, de passagem, e agora voltei também de passagem para um cruzeiro ao Alasca. Escolhi um hotel bem no centro da cidade, perto da Union Square, de onde saem os bondinhos centenários que dão um charme todo especial à cidade e os ônibus turísticos que fazem todo o circuito principal da cidade, passando pela celebérrima Golden Gate, ponte-cartão postal e ícone máximo da cidade. Dessa vez não deu para ir à ilha de Alcatraz, visitar a famosa prisão, mas passamos perto dela, no dia seguinte, quando nosso navio passou sob a ponte em direção norte. São Francisco é legal para se andar a pé, pois cada esquina é um flash. Há os ciclistas, que adoram circular por seus parques e os que pregam a bunda no ônibus duplo, aberto, que nem nós, e só vão clicando. Tudo é legal em São Francisco. Para os que gostam de museus, há muitos, de arte e de seu passado histórico; igrejas espetaculares; um comércio superdiversificado; restaurantes para todos os gostos e preços. São Francisco possui uma das maiores colônias orientais dos EUA e a Chinatown é supervisitada; mas também possui uma Japantown e bairros de coreanos, vietnamitas com suas comidas típicas apreciadas no mundo inteiro. No entanto, parece que o mundo todo se encontra no Fisherman’s wharf, para comer frutos do mar ou beber as boas cervejas e os apreciados vinhos locais. Também se pode fazer um pequeno passeio pela baía de São Francisco, com jantar incluído.  Ou ficar circulando nos diversos bares de petiscos, em meio à multidão de pessoas e de gaivotas perigosas a nos ameaçar com suas cacas voadoras. É claro que o clima tem de ajudar. O vento que sopra lá é famoso e, mesmo sendo primavera, num dia de sol, faz frio ao entardecer ou quando se passa pela Golden Gate. Ali sopra um vento encanado que gela até a alma. Esteja preparado. O que sempre acho negativo nos EUA é o trânsito. Há carros demais e nada anda. Para irmos da Union Square ao píer 27, de onde saem os navios de cruzeiro, uma distância de menos de 10 km, gastamos mais de uma hora e cinquenta dólares de táxi. Motorista paquistanês, falando ao rádio o tempo todo com uma sua colega em punjab, sua língua nativa, foi uma tortura. Deveria ter uma lei proibindo taxista falar o que não fosse estritamente necessário e a colocar música clássica para aliviar o estresse seu e dos passageiros. Na volta, foi a mesma coisa. Pegamos um taxista polonês, do píer 27 ao aeroporto de São Francisco. Já idoso, o motorista estressadíssimo com o trânsito que não fluía, buzinava, xingava, cortava por todos os lados, enquanto íamos rezando pra Sâo Francisco, São Fernando, Santo Antônio, São Bruno, todos os nomes de santos com quem íamos cruzando pelo caminho até o aeroporto. Uma hora de sofrimento depois, chegávamos sãos e salvos, mas uma nova odisseia começava: voo atrasado, perda de conexão, mala extraviada, correria, correria, correria.  Viajar é teste de resistência. Pra velho, é risco de vida.

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