Malé, capital das Maldivas

Sempre ouvi dizer que as Maldivas, arquipélago no meio do Oceano Índico, era um dos paraísos na terra. Lugar de destino para os afortunados em lua de mel, via as fotos dos resorts em ilhas e resorts paradisíacos e ficava a imaginar quando poderia ir lá. A oportunidade apareceu e consegui uma passagem de milha até Malé, a capital das maldivas. Só que não imaginava ser uma cidade tão feia, suja, poluída, sem graça. É claro que as ilhas-atóis continuam sendo os paraísos dos casais em lua de mel, mas só conheci a capital, Malé, e não a recomendo para visitar, pois é um lugar com poucas atrações. Embora seja uma ilha, não tem praia e é altamente habitada. Ruas estreitas, sujas, construções acanhadas, o que encontrei lá para fotografar foi o Centro Islâmico e a mesquita nova, o principal monumento da cidade, o Palácio Presidencial, antiga residência do sultão e o Museu Nacional, financiado pela China, com uma mostra bem acanhada da cultura local. O povo é feio, são quase todos muçulmanos, o país não permite entrada de bebida alcoólica e de cães. Há uma série de restrições, mostrada logo no cartão de entrada. O visto é tirado no aeroporto, sem problema, desde que você esteja com o cartão de febre amarela em dia. O aeroporto é acanhado e fica numa ilha ao lado da ilha principal onde se localiza Malé. Tem-se de tomar um barco para ir à cidade ou pequenos aviões ou barcos para as ilhas com

resorts. Um dólar vale 17 moedas deles, a rúpia maldívia,  e se pode ir a qualquer lugar de táxi, na ilha, por 25 rúpias. O difícil é conseguir um, pois todos os usam, na ausência de transporte coletivo. Como a cidade é muito apertada, não há automóveis, quase, apenas essas pequenas motos que vêm de todos os lados. Um horror atravessar a rua, lá. As Maldivas têm cerca de trezentos mil habitantes, mas cerca da metade vive em Malé. O restante está espalhado nas suas mais de duzentas ilhas habitadas, das mais de mil que constituem o arquipélago. É um país que vive do turismo, embora seja classificado como o sétimo que mais persegue cristãos no mundo. Confesso que, se tivesse grana para passar a lua de mel lá, iria para Fernando Noronha, bem mais perto, tão bonito quanto e bem mais interessante. Só a viagem para chegar lá é uma eternidade. Como não há voo direto, tem-se de fazer uma escala em Dubai ou Abu Dhabi, gastando-se dois dias e quase vinte horas de voo. Não vale a pena.

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