A costa amalfitana

Sem dúvida, é um dos lugares mais bonitos do mundo e merece a fama que possui. Já fui à Itália várias vezes e, desde a primeira, em 1988, visitei Nápoles, Capri, Pompeia, os principais pontos turísticos daquela região. Dessa vez, pude fazer um passeio sempre elogiado, mas nunca realizado, a costa amalfitana, passando por Sorrento, a bela cidade do outro lado do golfo de Nápoles, passando por Positano, Praiano, até chegar a Amalfi, numa estrada estreita, construída sobre o penhasco à beira-mar e onde os carros se espremem e passam, milagrosamente. Confesso que, após ser conduzido pelo Marco, o motorista italiano do ônibus turístico que nos conduziu sãos e salvos naquele percurso impressionante, não tenho mais coragem de afirmar que sou motorista. A nossa sorte é que esse caminho foi feito em final de outubro, quando o movimento de verão já não mais existia. Durante os meses de junho a setembro, é praticamente impossível trafegar por ali com carro grande. Para nossa sorte, pegamos um belo dia de sol, uma temperatura agradável em torno de vinte graus e tivemos tempo suficiente para visitar os principais lugares sem muitos turistas, sem correria e sem filas. Começamos por Sorrento, e fomos até a Praça Tasso, coração da cidade, com a estátua do célebre literato, autor de “Jerusalém Libertada”. Dentre as igrejas visitadas, a principal é a Catedral e seu célebre campanário com relógio; depois, passamos pelo monumento  ao abade Santo Antônio, visitamos a igreja de S. francisco e seu claustro e caminhamos um pouco pelo centro histórico. Tiramos as fotos com o Vesúvio ao fundo, a marina e prosseguimos a viagem, aí sim, passando pela célebre “costiera amalfitana”, com seus cerca de 40 Km,até chegarmos a Positano, onde paramos para almoçar. Confesso que o melhor dessa viagem é a paisagem; cada curva, e são milhares, é um deslumbramento. As cidades são todas pequenas e encavaladas nos morros à beira-mar. Os moradores e turistas ali têm de descer e subir a pé, ficando os carros estacionados na já pequena estrada. Não sei como conseguem passar ali durante o verão. Nos pequenos terraços que sobram, plantam videiras, oliveiras e hortaliças, macieiras, pereiras e romãzeiras, aproveitando cada palmo de terra cultivado. Depois de Positano, passamos por Praiano e chegamos a Amalfi, a mais célebre cidade da região,e que teve tanta importância na Idade Média quanto Veneza, Gênova e Pisa, cidades-estado. Sua maior atração é a catedral de Santo André, padroeiro da cidade, toda decorada com painéis em cerâmica e sua escada impressionante que leva às portas de bronze trazidas de Constantinopla no século XI. Amalfi foi célebre no passado como centro produtor de papel. Hoje, vive do turismo e é uma joia da Itália, tombada pela Unesco como patrimônio da humanidade, bem como toda costa amalfitana. Confesso que saí com um gostinho de quero mais. Espero, ainda. um dia, voltar à costa amalfitana e poder passar pelo menos um final de semana por lá.

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