Malta, a ilha dos cavaleiros

Voltamos a Malta, após algum tempo, e, dessa vez, não ficamos só em Valeta. Pegamos o ônibus turístico e percorremos toda a ilha, nos dois circuitos, norte e sul. O problema é que Malta é o país mais quente da Europa, o calor passava de 30° C e a sensação térmica maior, pois o lugar é árido e seco. Foram quatro horas em cima do ônibus, sem descer uma vez. Insuportável! Valeu a experiência para percorrer toda a ilha, mas não é o tipo de passeio que nos agrada. Preferimos caminhar ou fazer um circuito menor, o que não pudemos fazer lá. Enfim, visitar Malta, a ilha dos cavaleiros medievais é sempre uma boa experiência.   A entrada do porto, com suas colunas medievais, é algo impressionante. Floriana é o nome do local onde os navios aportam. Saindo de lá, é só caminhar uns duzentos metros e pegar o elevador e sair nos jardins superiores de Baraka, continuar pelos jardins até a rua da República, virar à direita e se chegará à Catedral Católica de São João e Museu. Há uma outra Catedral Anglicana, a de São Paulo, um pouco mais distante.

Malta, além de ser o país mais quente da Europa, é, também, o mais religioso, com mais de noventa por cento da população professando o cristianismo. Há igreja por toda parte: de Nossa Senhora da Vitória, de Santa Catarina, de São Paulo, das Carmelitas, dos Jesuítas, de Santo Agostinho, de São Francisco e até de São Públio, que nunca tinha ouvido falar. Por seu papel de local de resistência à invasão muçulmana, na Idade Média, Malta foi um bastião do cristianismo no meio do Mar Mediterrâneo, entre Europa, Ásia e África. Também há muitos museus: de Arqueologia, dos grandes Mestres, da Guerra, de Arte, Postal, além das inúmeras referências aos cavaleiros que a dominaram por séculos. Valetta, cujo nome é derivado de um cavaleiro francês que a governou, Valette, é um museu a céu aberto, mas também é muito procurada por suas praias, em Marsaxlokk, em Marsascala, em Sliema, ou seja, por toda a ilha, há praias onde se pode refrescar do calor mediterrânico.

Para os aventureiros, há, ainda, a Gruta Azul, onde se pode mergulhar e apreciar as belezas naturais marinhas. Malta oferece, ainda, lugares pré-históricos, catacumbas, parques e reservas naturais, aquários, espalhados em suas três ilhas principais, Malta, Gozo e Comino, aonde se pode ir de ferry-boats, bem como à Sicília. Resumindo, uma visita a Malta é imperdível, mas, se puder, fora do verão escaldante.

Mapa antigo do mundo. Onde estará a pequena ilha de Malta?

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