Em Palermo, na Sicília

Há uns trinta anos, fizemos uma visita pela Sicília, a maior ilha do Mediterrâneo, percorrendo seus principais sítios históricos, que são muitos. Em outros cruzeiros, visitamos Messina e Catânia. Desta vez, voltamos a Palermo, que mal conhecemos, na primeira vez, pois estávamos em excursão e tudo era visto do ônibus, com pequenas paradas para as fotos.. E a cidade tem muito a ser visto, pois sua origem data de 734 a. C, quando foi fundada como uma das colônias fenícias espalhadas pelo Mediterrâneo. Por sua posição estratégica, situada entre a Europa e a África, o ocidente e o oriente, Palermo sempre foi motivo de cobiça e dominada por muitos povos como gregos, cartagineses, romanos, árabes, normandos, franceses e espanhóis. Cada civilização deixou na cidade sua marca, o que resultou numa cidade, que é como uma caixa de tesouro de magníficas pedras preciosas. Seu centro histórico é riquíssimo e os “Quatro Cantos” são o coração da cidade antiga, datando do século XVII, época da dominação espanhola.

   Há muito o que ver e visitar em Palermo e um dia é pouco. Pegamos o ônibus turístico, para ganhar tempo, e poder parar nos principais pontos turísticos. Ele só faz seis paradas, que são o Teatro Politeama, o Palácio Steri, o Jardim Botânico, a Estação Central, o Palácio Real e Catedral e o Teatro Massimo. Custa só 15 euros e o recomendável é fazer o circuito todo e, depois, parar nas estações 4, 5 ou 6, para andar a pé. Foi o que fizemos e visitamos o famoso Mercado Ballaró, existente desde o domínio árabe; passamos pela Porta Nova e fomos ao Palácio Real e à Catedral com sua mistura de diferentes estilos arquitetônicos. Quem quiser pode pagar e visitar as tumbas reais, a cripta, o tesouro e a capela ou até caminhar por cima das arcadas da monumental igreja. Preferimos nos sentar, rezar e beber muita água para aguentar a caminhada num calor de quase 40° C. Palermo é uma das cidades mais quentes da Europa, situação que também passamos no dia anterior, em Cagliari e, no posterior, em Valeta.

   Saindo da Catedral, o melhor de Palermo é caminhar por suas ruas fechadas aos pedestres, repletas de turistas, mercados, ambulantes, bares e visitar o que mais lhe for agradável: praças, museus, teatros, galerias de arte ou igrejas. Há de tudo para todos os gostos e um dia é muito pouco para se conhecer tudo. Ao se cansar, sentar-se para tomar uma cerveja ou um vinho branco para se refrescar, experimentar algum prato da culinária local, num barzinho no meio da rua, e admirar o cenário. Afinal, o melhor que um viajante pode fazer em terras estrangeiras e com muita história como Palermo, é flanar.

Teatro Massimo
Catedral de Palermo
Jardins da Catedral de Palermo.

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