Salerno, muito mais que um porto

   Salerno é uma cidade portuária ao sul de Nápolis, na Itália. Arrodeada pelos montes Bonadies, a cidade surgiu em torno do castelo Arechi, uma velha fortaleza de onde se tem uma bela vista de todo o porto e exibe coleções de cerâmicas e moedas medievais. No coração da cidade antiga, está a majestosa Catedral de São Mateus, o Duomo, como a chamam, construída sobre as ruínas de um templo romano. É uma obra preciosa, com suas portas bizantinas de bronze, a cripta barroca e o altar de mármore, onde se veneram os restos mortais de São Mateus, um dos quatro apóstolos, segundo a tradição. Verdade ou não, é um dos lugares religiosos mais bonitos que já visitei na minha vida de tantas igrejas, uma obra de arte, onde as diferentes colorações de mármore parecem pintura. Imperdível!

   Perto da catedral, estão os jardins de Minerva, onde se cultivam plantas medicinais, desde a Idade Média. Não por acaso, Salerno é o berço dos estudos de Medicina na Europa, ali introduzidos pelos árabes. Na rua dos mercadores, um pouco abaixo, há um local de exibição da história da medicina em Salerno e, mais acima, o Museu de Medicina Roberto Pai. Bem perto do Porto, há o Palácio Genovese e, mais à frente, o Palácio Fruscione. Perto do primeiro, há o teatro Verdi. Com o bilhete de entrada da catedral, pode-se visitar também, o Palácio Diocesano  e a igreja-museu de São Jorge. Para os que amam a história, como eu, imperdível a visita ao Museu Arqueológico e o aqueduto medieval. Cansado de andar ao sol quente, por que não se banhar em uma das praias da cidade? Sem precisar de se afastar muito, é só atravessar a Praça da Liberdade, e já se está em uma delas. A areia é preta, mas, pelo menos, não é cheia de pedras como as da Croácia, e a água bem quente, talvez pela proximidade do vulcão Stromboli e influência do forte calor do verão, no sul da Itália.

   Muita gente vai a Salerno e não a visita, usando-a, apenas, de trampolim para pegar um barco para Capri, Ischia, Amalfi ou ouro lugar da costa amalfitana, mas Salerno merece uma visita. É um lugar bem acessível para os idosos, onde se pode caminhar à vontade pela Lungomare Trieste (Beira-mar), pela Via Roma, onde se localizam bares e restaurantes, ou pelas ruas medievais do Duomo, dos Mercadores, Vitorio Emanuelle, José Garibaldi, visitando as lojas de suvenires deliciosas comidas e bebidas italianas ou parando para se refrescar e descansar, tomando uma cerveja ou taça de vinho, conforme o desejo de cada um.    

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Sibenik, na Croácia

Desde 1995, ao final das guerras patrióticas, visito a Croácia e, confesso, é um dos países mais belos do mundo, por seus lagos, praias, belezas naturais e herança cultural. Dessa vez, passei o dia do meu aniversário em Sibenik (leia-se Shibenik), cidade medieval entre Split e Trogir, um novo destino de cruzeiro. A cidade ainda não está bem-preparada para receber os milhares de turistas que chegam em grandes navios, pois seu porto é pequeno e os navios atracam em Zablace, a mais de dez quilômetros do centro e fica-se à mercê de taxistas, que cobram de 30 a 50 euros para fazer esse pequeno trajeto. E o que há para fazer nessa velha cidade medieval, muito bem conservada? Em primeiro lugar, visitar a Catedral de São Tiago, incluída na lista de Patrimônio Mundial da Unesco desde 2000, após a restauração de sua grande cúpula, danificada por uma granada na guerra de 1991. A Catedral se destaca numa cidade pequena, sem grandes construções, e foi construída de 1431 a 1536 e consagrada em 1555, nos tempos difíceis da ameaça otomana e da epidemia da peste. Ela possui o estilo gótico tardio, foi iniciada por Bonino de Milão e concluída por Nicolas, o Florentino, que nela introduziu a Renascença pura da Toscana. Para conhecer melhor a história da catedral, foi construído um moderníssimo centro de explicação, o Civitas Sacra, museu, com salas de exposição dos tesouros da Catedral, uma maravilha! Imperdível a visita.

   Depois, o melhor é percorrer as vielas da velha cidade, com suas antigas igrejas de S. Lourenço, S. Domingos, Santa Luzia, São Nicolau, Santa Bárbara, S. Francisco, S. Cristóvão, Santa Ana, S. Gregório, Santa Catarina, haja igreja, mas a maioria está fechada ou em restauração. A juventude croata, hoje, não é mais religiosa como seus antepassados, e as igrejas estão se tornando galerias de arte, salas de concerto ou servem de cenário para bares, cafés e restaurantes. Para os que desejarem explorar além da cidade, há o Parque Nacional Krka ou uma ida a Trogir, outra cidade medieval, maior e mais bonita que Sibenik. Para os que não querem se cansar muito, o melhor é sentar-se em um dos bares dentro da cidade medieval, ou à beira-mar, e apreciar a paisagem, saboreando o delicioso vinho croata ou a cerveja da região. Como eles ainda não estão adaptados às modernidades, nem sempre se encontra free wi-fi nos bares e restaurantes, o que, nos tempos atuais, é um pecado mortal para turistas rs

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Kotor, a pérola medieval do Adriático

Já fui três vezes a Kotor, em Montenegro. Na primeira, estava em um grupo de brasileiros que percorreu Croácia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Albânia, Macedônia do Norte e o Kosovo. Por esse último, passamos por Pristina, a capital, subimos as montanhas de Montenegro, que dão nome ao país, e lá do alto pudemos ver a baía onde se localiza o belo porto de Kotor, um fiorde. Depois, fizemos uma para de cruzeiro ali, anos mais tarde, e agora, retornamos. A cidade se desenvolveu, está cheia de bares e restaurantes, fizeram uma escada rolante para dar acesso à cidade medieval, onde vários agentes de viagem ficam tentando vender passeios aos milhares de turistas que chegam ali, diariamente, no verão. O porto é pequeno, não comporta navios grandes e é sempre necessário chegar lá por meio de lanchas, mas é uma viagem pequena, de dez minutos e o mar sempre tranquilo, pois é uma baía. Atualmente, a cidade encontrou um destino turístico, ser conhecida como “cidade dos gatos” e muitas lojas de suvenires exploram, artisticamente, imagens desses felinos. Por toda parte, se encontram gordos gatos eternamente em siesta, fotografados pelos turistas. Algumas pessoas tratam deles, há água e comida por toda parte e até pequenos hotéis para eles, nas pequenas partes, perto dos portôes medievais da cidade.

   Não há muito o que fazer em Kotor, cidade pequena e que pode ser inteiramente percorrida a pé. Dentre as melhores opções, está percorrer as muralhas da cidade, visitar a Catedral de São Trifon, o Museu Marítimo, o Museu dos Gatos, ou sentar-se numa das vielas ou praças para saborear o excelente vinho de Montenegro ou a deliciosa cerveja local.

Kotor foi habitada desde a era romana, época na qual era denominada Ascrívio (em latim, Ascrivium) e fazia parte da província romana da Dalmácia. Com o nome de Cátaro, a cidade e a região circundante fez parte, entre 1420 e 1797, da República de Veneza, período que influenciou de forma ainda hoje visível a arquitetura da cidade. A sua estrutura urbana, típica das cidades marítimas da costa oriental do mar Adrático, é circundada por uma imponente cintura de muralhas, permanece bem conservada, tendo merecido ser incluída na lista do Património da Humanidade da UNESCO.

   Para os que tiverem mais tempo, há lugares próximos para se visitar como Budva ou Perast, onde há uma pequena ilha com a graciosa igreja de Nossa Senhora das Pedras (Penhas). Também se pode fazer passeios pela baía de Kotor, passear de jet-ski, pegar um ônibus turístico para contemplar a bela paisagem da baía de Kotor por terra, ou se sentar à beira-mar e apreciar a paisagem, uma das mais bonitas do Mediterrãneo.

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Corfu, a mais italiana das ilhas gregas

É sempre uma alegria voltar a Corfu, a mais italiana das ilhas gregas, apesar de ser muito forte o calor, no verão mediterrânico. É melhor uma temperatura mais amena, para fazer turismo, a menos que se esteja apenas interessado em curtir as belas praias da ilha, o que não era o nosso caso. Vivemos em uma bela praia no litoral brasileiro, onde há sol o ano inteiro; por isso, quando viajamos, procuramos conhecer o que não temos aqui. E Corfu oferece tudo isso e muito mais, não fosse ela a ilha preferida da Imperatriz Sissi, da Áustria, para passar os verões em seu palácio Aquileion, hoje, um dos mais belos lugares de Corfu para visitar.

   Corfu faz parte das ilhas Jônicas e sua capital é a cidade de Corfu, ou Kerkira, em grego. É muito perto do litoral da Albânia e de lá pode-se pegar um ferry para Sarande, bela praia da Albânia, indo e voltando no mesmo dia, se quiser. Dentre as atrações turísticas da ilha de Corfu, estão a sua herança cultural, que reflete a dominação, por muitos anos, de Venezianos, Franceses e Britânicos, até a sua unificação pela Grécia, em 1864. Na velha cidade de Corfu, cercada por velhas fortalezas venezianas, pode-se visitar a Igreja de Santo Spiridon, o Museu de Arte Asiática, o Grande Palácio de S. Miguel e S. Jorge.

   Para os que gostam de praias, há excelentes. Corfu é chamada de a “Ilha Esmeralda”, por sua paisagem verdejante de olivais e de ciprestes e por muita gente considerada a mais bela das ilhas gregas. Outros preferirão Mikonos, Santoniri, Creta, Rhodes ou outras menos badalada. Questão de gosto! Aos amantes de praias, sugiro a Paleokastritsa, um paraíso de águas cristalinas, o Canal D’Amour, a Agios Georgios (São Jorge), a praia do Porto Timoni, Barbati, dentre outras.  Para nós, o melhor de Corfu é passear por suas vielas, repletas de lojas de suvenires a preços bem acessíveis, para trazer para os amigos, depois, sentar-se em um dos vários bares da Spianada (palavra veneziana correspondente à nossa Esplanada), e tomar um vinho ou uma cerveja gelada, se estiver quente. Ali, os gregos são gentis com os turistas, diferente de Santorini ou Mikonos, onde a superlotação estressou os habitantes locais.  Se me pedirem indicação de uma ilha grega para ir sempre, minha resposta será, de imediato: Corfu.

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Malta, a ilha dos cavaleiros

Voltamos a Malta, após algum tempo, e, dessa vez, não ficamos só em Valeta. Pegamos o ônibus turístico e percorremos toda a ilha, nos dois circuitos, norte e sul. O problema é que Malta é o país mais quente da Europa, o calor passava de 30° C e a sensação térmica maior, pois o lugar é árido e seco. Foram quatro horas em cima do ônibus, sem descer uma vez. Insuportável! Valeu a experiência para percorrer toda a ilha, mas não é o tipo de passeio que nos agrada. Preferimos caminhar ou fazer um circuito menor, o que não pudemos fazer lá. Enfim, visitar Malta, a ilha dos cavaleiros medievais é sempre uma boa experiência.   A entrada do porto, com suas colunas medievais, é algo impressionante. Floriana é o nome do local onde os navios aportam. Saindo de lá, é só caminhar uns duzentos metros e pegar o elevador e sair nos jardins superiores de Baraka, continuar pelos jardins até a rua da República, virar à direita e se chegará à Catedral Católica de São João e Museu. Há uma outra Catedral Anglicana, a de São Paulo, um pouco mais distante.

Malta, além de ser o país mais quente da Europa, é, também, o mais religioso, com mais de noventa por cento da população professando o cristianismo. Há igreja por toda parte: de Nossa Senhora da Vitória, de Santa Catarina, de São Paulo, das Carmelitas, dos Jesuítas, de Santo Agostinho, de São Francisco e até de São Públio, que nunca tinha ouvido falar. Por seu papel de local de resistência à invasão muçulmana, na Idade Média, Malta foi um bastião do cristianismo no meio do Mar Mediterrâneo, entre Europa, Ásia e África. Também há muitos museus: de Arqueologia, dos grandes Mestres, da Guerra, de Arte, Postal, além das inúmeras referências aos cavaleiros que a dominaram por séculos. Valetta, cujo nome é derivado de um cavaleiro francês que a governou, Valette, é um museu a céu aberto, mas também é muito procurada por suas praias, em Marsaxlokk, em Marsascala, em Sliema, ou seja, por toda a ilha, há praias onde se pode refrescar do calor mediterrânico.

Para os aventureiros, há, ainda, a Gruta Azul, onde se pode mergulhar e apreciar as belezas naturais marinhas. Malta oferece, ainda, lugares pré-históricos, catacumbas, parques e reservas naturais, aquários, espalhados em suas três ilhas principais, Malta, Gozo e Comino, aonde se pode ir de ferry-boats, bem como à Sicília. Resumindo, uma visita a Malta é imperdível, mas, se puder, fora do verão escaldante.

Mapa antigo do mundo. Onde estará a pequena ilha de Malta?

Em Palermo, na Sicília

Há uns trinta anos, fizemos uma visita pela Sicília, a maior ilha do Mediterrâneo, percorrendo seus principais sítios históricos, que são muitos. Em outros cruzeiros, visitamos Messina e Catânia. Desta vez, voltamos a Palermo, que mal conhecemos, na primeira vez, pois estávamos em excursão e tudo era visto do ônibus, com pequenas paradas para as fotos.. E a cidade tem muito a ser visto, pois sua origem data de 734 a. C, quando foi fundada como uma das colônias fenícias espalhadas pelo Mediterrâneo. Por sua posição estratégica, situada entre a Europa e a África, o ocidente e o oriente, Palermo sempre foi motivo de cobiça e dominada por muitos povos como gregos, cartagineses, romanos, árabes, normandos, franceses e espanhóis. Cada civilização deixou na cidade sua marca, o que resultou numa cidade, que é como uma caixa de tesouro de magníficas pedras preciosas. Seu centro histórico é riquíssimo e os “Quatro Cantos” são o coração da cidade antiga, datando do século XVII, época da dominação espanhola.

   Há muito o que ver e visitar em Palermo e um dia é pouco. Pegamos o ônibus turístico, para ganhar tempo, e poder parar nos principais pontos turísticos. Ele só faz seis paradas, que são o Teatro Politeama, o Palácio Steri, o Jardim Botânico, a Estação Central, o Palácio Real e Catedral e o Teatro Massimo. Custa só 15 euros e o recomendável é fazer o circuito todo e, depois, parar nas estações 4, 5 ou 6, para andar a pé. Foi o que fizemos e visitamos o famoso Mercado Ballaró, existente desde o domínio árabe; passamos pela Porta Nova e fomos ao Palácio Real e à Catedral com sua mistura de diferentes estilos arquitetônicos. Quem quiser pode pagar e visitar as tumbas reais, a cripta, o tesouro e a capela ou até caminhar por cima das arcadas da monumental igreja. Preferimos nos sentar, rezar e beber muita água para aguentar a caminhada num calor de quase 40° C. Palermo é uma das cidades mais quentes da Europa, situação que também passamos no dia anterior, em Cagliari e, no posterior, em Valeta.

   Saindo da Catedral, o melhor de Palermo é caminhar por suas ruas fechadas aos pedestres, repletas de turistas, mercados, ambulantes, bares e visitar o que mais lhe for agradável: praças, museus, teatros, galerias de arte ou igrejas. Há de tudo para todos os gostos e um dia é muito pouco para se conhecer tudo. Ao se cansar, sentar-se para tomar uma cerveja ou um vinho branco para se refrescar, experimentar algum prato da culinária local, num barzinho no meio da rua, e admirar o cenário. Afinal, o melhor que um viajante pode fazer em terras estrangeiras e com muita história como Palermo, é flanar.

Teatro Massimo
Catedral de Palermo
Jardins da Catedral de Palermo.

Em Cagliari, na Sardenha

Enfim, pudemos visitar essa famosa ilha italiana, a segunda em tamanho, após a Sicília. Sabia que era quente, mas, no verão, é quentíssima. A temperatura estava em torno de 35° C e, mesmo para nós, acostumados ao calor brasileiro, a sensação de abafamento é terrível. Por isso, a Sardenha é muito apreciada por suas belas praias. Para nós, que só tínhamos um dia em Cagliari, a capital, o negócio era bater perna para visitar o máximo que fosse possível numa breve parada de navio. Infelizmente, não conseguimos ir muito longe, pois além de muito quente, a parte antiga da cidade, o bairro chamado Castelo, é um morro só. Como a cidade é à beira-mar, para se defender dos ataques de inimigos no passado, foi construída morro acima. Haja pernas para subir ladeiras! 

   Saímos do porto, atravessamos o trânsito caótico da beira-mar, creio que o italiano seja o povo mais maluco para dirigir, e fomos em direção à Catedral de Santa Maria Assunta, construída no enclave medieval do bairro Castelo. Não tem a imponência das catedrais góticas alemãs, espanholas ou francesas, mas é uma joia com sua arquitetura eclética, com aspectos medievais, renascentistas e barrocas, cuja construção é do século XIII, há quase mil anos. Para chegar lá, subimos o Bastião de Saint Remy, mais de cem escadas que matam os veios, para chegarmos à esplanada, de onde se vislumbra uma bela vista da cidade e do porto de Cagliari. Mais acima está a Torre do Elefante, a Catedral, o Palácio Real e o Museu Arqueológico.  Daí pra frente, não conseguimos ir mais. Para os que têm mais tempo e melhores pernas, valeria a pena ir ao Mercado de São Benedito e à Basílica de Bonaria, local de peregrinação, desde o século XIV, por seu patrono ter protegido um navio espanhol de uma tempestade.

   Para os que ficam mais tempo na Sardenha, recomenda-se uma visita ao sítio arqueológico de Nora, a mais velha cidade da ilha. Também é imperdível uma visita à igreja barroca de Santo Eufésio, o mártir da ilha, a quem a população recorreu durante a devastação provocada pela peste, em 1650. Caglliari foi fundada no século VII a. C, como colônia fenícia e de lá para cá, sofreu muitas conquistas de diferentes povos, traços que refletem em seu povo, hoje hospitaleiro e acolhedor aos novos conquistadores, a horda de turistas de cruzeiros. Para nós, após essa árdua caminhada, só deu tempo para uma cervejinha gelada e umas comprinhas dos bons produtos locais, como vinho e azeite.